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ACIT realiza pesquisa sobre a situação das empresas diante da pandemia

A pesquisa foi realizada digitalmente, e encaminhada aos associados via email e mensagem de WhatsApp. Entre eles, estão empresas que atendem o setor do comércio (48,5%), prestação de serviços (44,5%) e indústria (7%). Desse total, 34,5% se encaixam nos chamados serviços essenciais.

O resultado da pesquisa demonstrou uma situação alarmante. Entre as questões, o apontamento para o faturamento atual mostrou que 24,6% das empresas que devem encerrar suas atividades em até 30 dias se perdurar este cenário, e outros 17,8% eventualmente conseguiriam aguentar, no máximo, por mais 60 dias. Ou seja, cerca de 42% das empresas do município poderão encerrar suas atividades nos próximos meses. O cenário atual mostra que somente 12% das empresas pesquisadas afirmaram conseguir manter seus negócios por prazo indeterminado nesse cenário de quarentena.

O estudo revelou que 90% das empresas tiveram queda substancial em seu faturamento, e desses, 56,5% confirmaram uma queda superior a 60% nas receitas.

Sobre a procura de apoio em instituições financeiras, 60% buscou esse auxílio para honrar seus compromissos, principalmente no que se refere à folha de pagamento e fluxo de caixa. Porém, desse percentual, 65,5% tiveram seus pedidos de créditos negados.

Com este cenário, 63,5% dos empresários optou por adiar os pagamentos de impostos, 45% negociou ou não pagou aluguéis, fornecedores e bancos, e somente 20% conseguiu manter o pagamento de seus compromissos e obrigações em dia.

Numa comparação de vendas entre abril de 2019 e abril de 2020, a pesquisa apontou uma queda de 75%. E a inadimplência nesse período de pandemia revela um número expressivo, com registro de 60% de aumento.

 

Negociações e Demissões

Entre os temas abordados na pesquisa, estavam questões sobre a manutenção dos empregos.

Uma das soluções encontradas imediatamente após o anúncio do isolamento foi a concessão de férias coletivas, adotada por 80% das empresas. Cerca de 40% dos contratos de trabalho foram suspensos temporariamente ou reduziram, proporcionalmente, a jornada e salários.

Ainda houve os que adotaram o sistema home office (30%) e, por fim, apenas 7% colocaram seu colaborador em isolamento social sem alterar as condições de trabalho.

O levantamento aponta que o período registrou altos índices de demissões, em que 65% das empresas dispensaram pelo menos um funcionário ou cancelaram os contratos de trabalho terceirizados. Alguns estabelecimentos chegaram a demitir entre cinco e seis pessoas nos últimos dias. A verba rescisória foi uma das questões que chamou atenção, pois 20% das empresas tiveram que negociar esse pagamento por falta de fluxo de caixa para assumir esse compromisso imediato.

 

Empresários

É importante considerar que os empresários não detêm qualquer tipo de benefício governamental (FGTS, seguro desemprego, auxílio emergencial e etc.) e com ausência de faturamento de sua empresa, 60% não detém qualquer capacidade financeira para honrar com seus compromissos pessoais.

 

Soluções e alternativas

Algumas empresas optaram por realizar a venda online. Para chegar aos clientes 55% delas utilizou suas redes sociais e 88% fizeram contato via mensagem de whatsapp. As entregas são realizadas, em grande parte, de forma presencial ou ainda pelo sistema de delivery próprio, atendendo as regras sanitárias.

Por fim, diante dos dados levantados na pesquisa, a ACIT entende que num prazo de até 90 dias, se o cenário se mantiver como hoje, em estado de isolamento social e quarentena, pode-se ter o fechamento de 62,4% das empresas no município.

 

A Associação não tem medido esforços para que esse momento tenha o menor impacto, tanto econômico quanto de vidas, e continua em defesa dos associados e da classe empresarial, divulgando todas as medidas e ações realizadas, com clareza e transparência.

 

Bruna Abifadel


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