Comércio e vida social
No início do século XIX, os viajantes que passaram pela cidade já percebiam a intensidade das movimentações comerciais em Taubaté, tanto é, que a maioria deles espantava-se com tamanha agitação.
Uma breve leitura nos documentos do Arquivo Dr. Felix Guisard Filho, revela que essa movimentação era intensa desde o século XVII, ajustado à dinâmica da expansão territorial e a corrida pelo ouro. Sob essa ótica, Taubaté nunca foi uma cidade estagnada e decadente, como muitos julgam os períodos entre os ciclos econômicos.
O número de estabelecimentos comerciais cresceu volumosamente entre o meio e o final do século XIX, no entanto, era um mercado pouco especializado, em que a maioria dos estabelecimentos comercializavam os mesmos produtos, praticavam os mesmos preços e compartilhavam os mesmos fornecedores. Uma mesma casa comercial vendia desde produtos boticários à tecidos e alimentos. Na lista de devedores de impostos publicadas nos jornais da cidade destacam-se basicamente dois tipos de estabelecimentos: de secos e molhados e oficinas de sapatos e roupas. No levantamento de dados, foram detectados apenas dois especialistas, os farmacêuticos José Pedro Malhado Rosa e seus herdeiros, e Carlos Adolpho Leonardo e seus herdeiros.
Entre 1905 e meados da década de 1920, o comércio taubateano experimentou sensível redução de crescimento. Os consumidores tornaram-se mais exigentes, principalmente pela carência de produtos importados, já que o período é de redução da capacidade de consumo agravado com a crise cafeeira.
A partir de 1930, o cenário começou a ser favorável ao comércio. A cidade começou a crescer mais rapidamente, e o mercado de bens de consumo, nos primeiros anos, não comportava aquele crescimento, forçando seu crescimento. Ao passo que essa lacuna era preenchida, o mercado de bens duráveis surgia. Automóveis, máquinas, telefone e rádio passaram a ficar à disposição dos taubateanos.
As casas comerciais tradicionais, ao longo do século XX, foram desaparecendo, dando lugar às franquias, às redes de supermercados, às galerias comerciais e shopping centers. Na atualidade, a cidade conta com mais de seis mil estabelecimentos comerciais, com pouquíssimos remanescentes do antigo comércio taubateano. Entretanto, mais dinâmico e mais efetivo que no passado. |
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