A nova organizaçãoempresarial
No último decênio do século XIX, as constantes alterações no quadro econômico forçavam a tomada de medidas que prevenissem possíveis prejuízos aos negociantes. Foi um período em que surgiram sociedades de classes para os mais distintos ofícios.
Apenas entre 1893 e 1899, foram mais de oito sociedades que surgiram em Taubaté. As mais comuns eram as associações de empregados no comércio e operários, essas mais ou menos ligadas ao pensamento socialista europeu, as outras ligadas a um pensamento mais liberal.
O mercado enfrentava duras crises, uma mundial, em decorrência ampliação da concorrência e a falência de muitos setores que estavam endividados, e a conseqüente crise brasileira, pela falta de mercado consumidor no exterior, o que estendeu-se por todo o território, pela falta de capacidade de consumo.
Foi nesse cenário que nasceu, em 1899, a Associação Comercial de Taubaté. A ação de indivíduos preocupados com a solução de problemas cotidianos, com o crescimento da cidade, estabilidade econômica e a melhoria de vida. Para isso, associaram-se alguns dos mais importantes empresários da cidade que integraram uma das primeiras associações comerciais do país.
Já em 1897, as ações de Barnabé Ferreira de Abreu e Brás Salvador Curtu eram divulgadas nas reuniões populares e na imprensa local. A advertência que era feita, sobre a necessidade de união e a iminência falência econômica da cidade, chamou a atenção de comerciantes e industriais que viviam e dependiam da economia local. Iniciou-se uma série de conferências para chegar a uma ação de prevenção à crise. Foi nessas reuniões que foi gestada a idéia da criação da Associação Comercial. Em princípio, liderada por Barnabé Ferreira, as assembléias foram pouco produtivas, e a associação não se concretizou. Em Fevereiro de 1899, o grupo contou com a adesão de Felix Guisard, o maior industrial da região, e Fernando de Mattos, o engenheiro responsável pela construção da rede de saneamento básico da cidade. Com a chegada dessas duas personalidades, o grupo fundado por Barnabé Ferreira de Abreu e Brás Salvador Curtu ganhou peso e pôde finalmente instalar a Associação Comercial, em quatro de março daquele ano.